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Relacionamento

por Vera Lúcia Nuzzi

57_Vera_Lucia_NuzziSomos seres sociais e é exatamente esta característica o nosso maior desafio, pois nossa natureza intrínseca nos incita a nos relacionarmos com nosso próximo. Desafio imenso, pois somos fadados a enfrentarmos, juntamente com o outro, um processo evolutivo partindo da ignorância para chegarmos à sabedoria; da simplicidade dos instintos às culminâncias do amor universal; do egoísmo ao cultivo da nossa essência divina e da ilusão do orgulho à humildade da criatura diante do Criador.

O relacionamento com o outro reflete o que existe em nosso interior; se em nós predominam os bons sentimentos tendemos a uma visão positiva sobre as pessoas; se predominam a maldade e/ou malícia, tendemos a ver o outro da mesma forma; se somos exigentes e críticos conosco mesmos, projetamos essa característica nas pessoas com as quais nos envolvemos…

Se projeto meus sentimentos no outro só poderei amar ao próximo se aprender a me amar. Aprendo a me amar quando aprendo a me aceitar, como atualmente sou, com qualidades e defeitos. Imperfeito.

Mas, poderiam questionar, as religiões em geral, inclusive a Doutrina Espírita, nos incita a sermos bons, termos somente bons sentimentos.

Concordo, essa é a prática ideal, mas a dificuldade é, como nos transformarmos da noite para o dia? Não é escondendo, principalmente de nós mesmos, nossas fraquezas e deficiências que vamos acabar com elas. Vamos, com essa prática, apenas reprimi-las, os que as tornarão mais fortes. A prática terapêutica deve ser a aceitação e na medida do possível a transformação.

Com o enfrentamento das nossas “sombras” transformaremos a fraqueza em força, o medo em coragem, o ódio em amor, a culpa em perdão, a tristeza em alegria…

Vendo-me como um ser imperfeito, aprendendo a aceitar-me como sou, um ser em desenvolvimento (em construção como disse o Papa Francisco), saberei, mais facilmente, ter tolerância e compreensão com as mazelas alheias, respeitando o momento evolutivo de cada um.

Jesus, nosso guia maior, deixou-nos uma diretriz “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

A essência divina está em todos os seres da natureza, que precisamos aprender a amar.

A principal característica do amor é o cuidado e o respeito pela condição de quem amamos.

Nenhum ser está pronto. Todo ser está em desenvolvimento, fadado a chegar à perfeição.